Padrinhos de Portugal nos media [4]
Revista Magazine, (Julho/Agosto 2008), texto e fotos de Ana Isabel Cabral
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Revista Magazine, (Julho/Agosto 2008), texto e fotos de Ana Isabel Cabral
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Revista Up (TAP), Junho de 2008, texto de Maria Ventura, foto de Paulo Muge
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Godparents of Portugal was the brainchild of the journalist Catarina Serra Lopes who, after having been involved in various charitable missions in Brazil and Cabo Verde while at university, mede her way to Mozambique where she discovered a project for the future. «Mozambique was to be my last mission, as I had already started working. I thought it would be better to do something with more continuity, which would last longer than two or three months». On her return she made the decision to create an association to help children in Africa. This is how in 2002, the Godparents of Portugal project came about.
«It work as a semi-boarding home in a village of Alto da Manga in Beira. The beneficiaries are needy children of school age, those with only one parent or orphans being looked after by family members. The benefactors are Portuguese people who would want to be a goodparent to a child for a quarterly sum. This money would pay for food, health and education». Despite her high hopes, Catarina remembers that to begin with it is quite difficult: «When I returned to Portugal I practically forced my friends to join the cause. The godparents had to give 75 euros every three months. There were only ten children and it was difficult to get the project off the ground, but things started moving forward. After a year I found another 20 children, after a further two years another 20 children». With the growth of the project it was necessary to expand the initial centre in Alto da Manga by creating two new centres: Marraquene on the outskirts of the capital Maputo, and Praia Nova, also in Beira.
Godparents of Portugal currently helps 400 children of pre-school and school age (between 2 and 14 years of age). «If it weren’t for this project, the majority of children wouldn’t study because education needs to be paid for. The idea is that they be sponsored by godparents until they finish school». In the specially designed centres the little ones get two meals a day and after school help. The cost of adopting a godchild is now 85 euros every three months. This cover education, food and health expenses for each child.
Text by Maria Ventura in Up (June 08)
Os meninos de Marracuene com os novos uniformes,
mandados a fazer pelos Padrinhos de Portugal.
Este projecto arrancou em Novembro de 2002, depois de ter estado dois meses a trabalhar como voluntária na Cidade da Beira, em Moçambique, junto de crianças extremamente carenciadas. A vontade de fazer algo mais e com uma maior continuidade, levou a que surgisse a ideia de montar um semi-internato no Alto da Manga, um bairro localizado no mato, acerca de quinze quilómetros da Cidade da Beira.
Comecei por pedir a ajuda de um padre e de uma freira locais, que se responsabilizaram desde logo pela gestão do projecto no terreno, e iniciei então a selecção de dez crianças oriundas de famílias bastante desfavorecidas.
O projecto iniciou-se com 10 crianças e 10 padrinhos portugueses, passando depois em 2003, dado o sucesso do primeiro ano, para 15 crianças. Ao longo dos anos o projecto foi crescendo, com cada vez mais e mais pessoas a mostrarem-se interessadas em ser Padrinho de Portugal. Daí em Fevereiro último ter ido passar um mês a Moçambique a seleccionar mais crianças e a montar uma estrutura maior.
A partir de Março de 2008, o projecto irá estender-se ao bairro da Praia Nova, na Cidade da Beira, com mais 120 crianças órfãs, e a Marracuene – nos arredores de Maputo – onde o projecto irá ajudar cerca de 300 crianças.
As crianças, alvo deste projecto, são todas aquelas que provenham de famílias muito carenciadas, sendo na maioria das vezes órfãs de mãe ou de pai ou até dos dois, vivendo, nesse caso, com algum familiar.
São crianças com idades entre os 5 e os 12 anos, sendo preferencialmente o filho mais novo de cada família para que possa começar a ser seguido desde pequeno, cultivando desde logo hábitos escolares.
As crianças após entrarem no projecto serão seguidas até terminarem a sua escolaridade e puderem ingressar no mercado de trabalho.
Objectivos:
Com este projecto o padrinho fica a assegurar as despesas de saúde, uma refeição diária – almoço – e educação: livros, cadernos, lápis, canetas, matricula e farda. Para além destas três vertentes, o projecto também cobre despesas com ateliers de informática, trabalhos manuais, apoio escolar etc... de forma que as crianças aprendam também matérias práticas que lhes possibilitem vir a arranjar mais facilmente um emprego no futuro.
As crianças do projecto reúnem-se todos os dias pela manhã na Paróquia do Alto da Manga, onde passam o tempo a fazer os trabalhos de casa e a brincar umas com as outras até à hora do almoço. Durante todo este período são acompanhadas pela Dona Rita, uma senhora moçambicana responsável por tomar conta das crianças e lhes dar o almoço.
Depois de almoçarem vão então para a escola onde passam a tarde. À noite regressam às suas casas.
O almoço é servido na mesquita – uma palhota coberta de tapetes coloridos – cedida pela comunidade islâmica local. Os meninos começam a chegar por volta das 11 da manhã, há quatro cozinheiras a fazer o almoço. Depois da refeição que é servida entre as 12.30 e as 14.30 – os meninos têm diferentes horários escolares – as crianças que não tenham aulas à tarde ficam no centro – outra palhota construída para o efeito – acompanhados por monitores que lhes darão aulas de trabalhos manuais, apoio escolar etc....
À noite voltam para as suas casas.
O almoço é servido no centro – uma grande palhota já construída para o efeito. Há três cozinheiros. Os meninos começam a chegar por volta das 11 da manhã. Depois da refeição, as crianças que não tenham aulas à tarde ficam no centro – outra palhota construída para o efeito – acompanhados por monitores que lhes darão aulas de trabalhos manuais, apoio escolar etc.... As que tenham aulas à tarde, têm este apoio durante a manhã.
À noite voltam para as suas casas.
Mensalidades:
As mensalidades são trimestrais, sendo de 95 euros cada- cerca de 31,66 euros por mês. O dinheiro é enviado para Moçambique pelo sistema de transferência Western Union, sendo responsabilidade dos gestores locais – Irmã Júlia no Alto da Manga, Adélia Tamele na Praia Nova e Francisca Paulo em Maputo – irem levantá-lo e pagarem todas as despesas inerentes ao projecto.
Periodicamente os padrinhos vão recebendo informações por escrito dos seus meninos, muitas vezes acompanhadas por cartas e fotografias destes. Caso seja requisitado pode-se também enviar uma cópia da descrição financeira que é enviada de Moçambique de 3 em 3 meses.
Todos os anos, em Agosto e Setembro, este projecto conta também com a ajuda de voluntários do Grupo de Acção Social da Universidade Nova de Lisboa que passam dois meses a viver no Alto da Manga, desenvolvendo diversas actividades com as crianças dos Padrinhos em Portugal. Marracuene e a Praia Nova também são dois sitios que puderam receber voluntários.
Normas:
- Os padrinhos envolvidos neste projecto comprometem-se desde o inicio a assegurar os pagamentos trimestrais nas datas devidas, de forma que não haja atrasos nas transferências para Moçambique, ou mesmo interrupção temporária do projecto.
- Os padrinhos podem enviar cartas e fotografias suas sempre que queiram, bem como, presentes.
- Os padrinhos podem ir a Moçambique conhecer os seus afilhados, mas nunca pagar-lhes uma viagem para Portugal. A realidade deles é tão distante da nossa que seria um choque estes meninos verem como é que vivemos e aquilo que temos.
- Os padrinhos comprometem-se ao entrar neste projecto que, caso queiram sair a qualquer momento, encontrem alguém que os substitua, de forma que a criança não se veja de um momento para o outro privada de alimentação, educação e cuidados de saúde.
Os Padrinhos de Portugal são neste momento uma associação e visam, posteriormente, constituir-se como Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), de forma que sejam possíveis muito maiores e melhores aspirações para estas crianças. Com uma porta aberta para os fundos de apoio ao desenvolvimento, a ideia seria então implementar cursos de formação às crianças, incluindo ateliers vários, preparando-as para o mundo actual.
O projecto passaria então por dar-lhes também melhores condições em casa (normalmente uma palhota) e com o andar dos anos, disponibilizar mesmo bolsas universitárias para quem quisesse seguir os seus estudos.
Constituído este projecto como uma Associação, os padrinhos começarão também a poder descontar no IRS o dinheiro que entregam anualmente, a coberto da Lei do Mecenato.
Contactos:
Catarina Serra Lopes
NOTA FINAL: Caso seja necessário é possível divulgar o contacto de um padrinho que esteja no projecto desde o início, de forma que sejam prestadas alguns esclarecimentos, informações, troca de impressões.
Clique aqui para ver «Um afilhado em África». Uma reportagem da jornalista Mafalda Gameiro e do repórter de imagem Carlos Oliveira emitida na RTP1 em 3 de Julho de 2008.
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