* Padrinhos de Portugal *

Outubro 02 2008

 

Inicio:

Este projecto arrancou em Novembro de 2002, depois de ter estado dois meses a trabalhar como voluntária na Cidade da Beira, em Moçambique, junto de crianças extremamente carenciadas. A vontade de fazer algo mais e com uma maior continuidade, levou a que surgisse a ideia de montar um semi-internato no Alto da Manga, um bairro localizado no mato, acerca de quinze quilómetros da Cidade da Beira.

Comecei por pedir a ajuda de um padre e de uma freira locais, que se responsabilizaram desde logo pela gestão do projecto no terreno, e iniciei então a selecção de dez crianças oriundas de famílias bastante desfavorecidas.

O projecto iniciou-se com 10 crianças e 10 padrinhos portugueses, passando depois em 2003, dado o sucesso do primeiro ano, para 15 crianças. Ao longo dos anos o projecto foi crescendo, com cada vez mais e mais pessoas a mostrarem-se interessadas em ser Padrinho de Portugal. Daí em Fevereiro último ter ido passar um mês a Moçambique a seleccionar mais crianças e a montar uma estrutura maior.

A partir de Março de 2008, o projecto irá estender-se ao bairro da Praia Nova, na Cidade da Beira, com mais 120 crianças órfãs, e a Marracuene – nos arredores de Maputo – onde o projecto irá ajudar cerca de 300 crianças.

 

 

Meninos:

As crianças, alvo deste projecto, são todas aquelas que provenham de famílias muito carenciadas, sendo na maioria das vezes órfãs de mãe ou de pai ou até dos dois, vivendo, nesse caso, com algum familiar.

São crianças com idades entre os 5 e os 12 anos, sendo preferencialmente o filho mais novo de cada família para que possa começar a ser seguido desde pequeno, cultivando desde logo hábitos escolares.

As crianças após entrarem no projecto serão seguidas até terminarem a sua escolaridade e puderem ingressar no mercado de trabalho.

 

Objectivos:

Com este projecto o padrinho fica a assegurar as despesas de saúde, uma refeição diária – almoço –  e educação: livros, cadernos, lápis, canetas, matricula e farda. Para além destas três vertentes, o projecto também cobre despesas com ateliers de informática, trabalhos manuais, apoio escolar etc... de forma que as crianças aprendam também matérias práticas que lhes possibilitem vir a arranjar mais facilmente um emprego no futuro.

 

Dia-a dia no Alto da Manga:

As crianças do projecto reúnem-se todos os dias pela manhã na Paróquia do Alto da Manga, onde passam o tempo a fazer os trabalhos de casa e a brincar umas com as outras até à hora do almoço. Durante todo este período são acompanhadas pela Dona Rita, uma senhora moçambicana responsável por tomar conta das crianças e lhes dar o almoço.

Depois de almoçarem vão então para a escola onde passam a tarde. À noite regressam às suas casas.

 

Dia-a-dia na Praia Nova

O almoço é servido na mesquita – uma palhota coberta de tapetes coloridos – cedida pela comunidade islâmica local. Os meninos começam a chegar por volta das 11 da manhã, há quatro cozinheiras a fazer o almoço. Depois da refeição que é servida entre as 12.30 e as 14.30 – os meninos têm diferentes horários escolares – as crianças que não tenham aulas à tarde ficam no centro – outra palhota construída para o efeito – acompanhados por monitores que lhes darão aulas de trabalhos manuais, apoio escolar etc....

À noite voltam para as suas casas.

 

Dia-a-dia em Marracune

O almoço é servido no centro – uma grande palhota já construída para o efeito. Há três cozinheiros. Os meninos começam a chegar por volta das 11 da manhã. Depois da refeição, as crianças que não tenham aulas à tarde ficam no centro – outra palhota construída para o efeito – acompanhados por monitores que lhes darão aulas de trabalhos manuais, apoio escolar etc.... As que tenham aulas à tarde, têm este apoio durante a manhã.

À noite voltam para as suas casas.

 

Mensalidades:

As mensalidades são trimestrais, sendo de 95 euros cada- cerca de 31,66 euros por mês. O dinheiro é enviado para Moçambique pelo sistema de transferência Western Union, sendo responsabilidade dos gestores locais – Irmã Júlia no Alto da Manga, Adélia Tamele na Praia Nova e Francisca Paulo em Maputo – irem levantá-lo e pagarem todas as despesas inerentes ao projecto.

 

Feedback:

Periodicamente os padrinhos vão recebendo informações por escrito dos seus meninos, muitas vezes acompanhadas por cartas e fotografias destes. Caso seja requisitado pode-se também enviar uma cópia da descrição financeira que é enviada de Moçambique de 3 em 3 meses.

Todos os anos, em Agosto e Setembro, este projecto conta também com a ajuda de voluntários do Grupo de Acção Social da Universidade Nova de Lisboa que passam dois meses a viver no Alto da Manga, desenvolvendo diversas actividades com as crianças dos Padrinhos em Portugal. Marracuene e a Praia Nova também são dois sitios que puderam receber voluntários.

 

Normas:

- Os padrinhos envolvidos neste projecto comprometem-se desde o inicio a assegurar os pagamentos trimestrais nas datas devidas, de forma que não haja atrasos nas transferências para Moçambique, ou mesmo interrupção temporária do projecto.

- Os padrinhos podem enviar cartas e fotografias suas sempre que queiram, bem como, presentes.

- Os padrinhos podem ir a Moçambique conhecer os seus afilhados, mas nunca pagar-lhes uma viagem para Portugal. A realidade deles é tão distante da nossa que seria um choque estes meninos verem como é que vivemos e aquilo que temos.

- Os padrinhos comprometem-se ao entrar neste projecto que, caso queiram sair a qualquer momento, encontrem alguém que os substitua, de forma que a criança não se veja de um momento para o outro privada de alimentação, educação e cuidados de saúde.

 

Projectos para o futuro:

Os Padrinhos de Portugal são neste momento uma associação e visam, posteriormente, constituir-se como Organização Não Governamental para o Desenvolvimento (ONGD), de forma que sejam possíveis muito maiores e melhores aspirações para estas crianças. Com uma porta aberta para os fundos de apoio ao desenvolvimento, a ideia seria então implementar cursos de formação às crianças, incluindo ateliers vários, preparando-as para o mundo actual.

O projecto passaria então por dar-lhes também melhores condições em casa (normalmente uma palhota) e com o andar dos anos, disponibilizar mesmo bolsas universitárias para quem quisesse seguir os seus estudos.

Constituído este projecto como uma Associação, os padrinhos começarão também a poder descontar no IRS o dinheiro que entregam anualmente, a coberto da Lei do Mecenato.

 

Contactos:

Catarina Serra Lopes

padrinhosdeportugal@gmail.com

 

NOTA FINAL: Caso seja necessário é possível divulgar o contacto de um padrinho que esteja no projecto desde o início, de forma que sejam prestadas alguns esclarecimentos, informações, troca de impressões.

publicado por padrinhosdeportugal às 09:58

Com 40 euros por mês pode pagar as despesas de saúde, uma refeição diária, livros, cadernos, lápis, canetas, matricula, propinas e farda, a uma criança de Moçambique que dificilmente o poderá f
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Este projecto começou em Novembro de 2002, depois de ter estado dois meses a trabalhar como voluntária na Cidade da Beira, em Moçambique, junto de crianças extremamente carenciadas. A vontade de fazer algo mais e com uma maior continuidade, levou a que surgisse a ideia de montar um semi-internato no Alto da Manga, um bairro localizado no mato, acerca de quinze quilómetros da Cidade da Beira.
Comecei por pedir a ajuda de um padre e de uma freira locais, que se responsabilizaram desde logo pela gestão do projecto no terreno, e iniciei então a selecção de dez crianças oriundas de familias bastante desfavorecidas.
O projecto começou com 10 crianças e 10 padrinhos. Actualmente são 600.
Catarina Serra Lopes
padrinhosdeportugal@gmail.com
Com 40 euros mensais pode pagar as despesas de saúde, uma refeição diária, livros, cadernos, lápis, canetas, matricula, propinas e farda, a uma criança de Moçambique que dificilmente o poderá fazer sem a sua dádiva.

De forma a potenciar a Associação e a encetar novos projectos, complementares ao apoio às crianças, os Padrinhos de Portugal aceitam contribuições esporádicas de empresas e particulares, sem ser necessário um apadrinhamento permanente. Para efeitos fiscais é passado um recibo ao abrigo da lei do mecenato. Contribua através do NIB - Número de Identificação Bancária 0010 0000 42292330001 85 IBAN - Numero Internacional de Conta Bancária PT50 0010 0000 4229 2330 0018 5 SWIFT/BIC BBPIPTPL
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